Rádio Timblesom

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Tocando o que você gosta

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10 de maio de 2026

Ponto e assinatura

 [Verse 1]

Acordo cedo, olho o relógio

O ônibus vem lotado, eu sigo o roteiro

Crachá no peito, café ralo na caneca

Chuva no vidro, bolso sempre ligeiro


Ponto na entrada, sorriso forçado

Chefe me mede com olho apertado

Planilha aberta, meta na mesa

Eu viro número no expediente fechado


Tem vale na conta, tem conta vencendo

Tem filho esperando, tem sonho comendo

Tem hora extra que nunca termina

E a coluna grita, mas eu vou rendendo


Piso na fábrica, no escritório, no balcão

Cada minuto vira suor na palma da mão

Se eu atraso um pouco, já vem a cobrança

Mas quando eu dobro, ninguém vê o chão


[Pre-Chorus]

Eu faço a roda girar

Mesmo cansado de tanto lutar

Se a semana aperta o peito

Eu junto os cacos pra continuar


[Chorus]

Carteira assinada, eu tô na função

Minha luta tem nome, tem rosto, tem chão

Carteira assinada, eu sigo em pé

No fim do mês eu conto o que sobrou de fé


Carteira assinada, não veio de graça

Cada dia é briga pra pagar a praça

Carteira assinada, eu vou resistir

Eu carrego o mundo pra não desistir


[Verse 2]

Tem reunião longa, promessa bonita

Mas a geladeira continua vazia

Tem luz pra pagar, tem gás no fim

E a mente cansada não dorme direito, não


No domingo eu sinto o peso da semana

A marmita fria, a roupa de segunda

Meu nome na folha, meu suor no relógio

Meu corpo lembrando que a vida não amansa


Tem amigo sumindo na falta de tempo

Tem mãe me ligando pedindo um momento

Eu digo "tô bem", mas tô no limite

Segurando a onda no mesmo tormento


Ainda assim eu volto pro jogo

Com a cara fechada e a alma em fogo

Porque quem trabalha sabe o valor

De transformar batalha em novo começo


[Pre-Chorus]

Eu faço a roda girar

Mesmo cansado de tanto lutar

Se a semana aperta o peito

Eu junto os cacos pra continuar


[Chorus]

Carteira assinada, eu tô na função

Minha luta tem nome, tem rosto, tem chão

Carteira assinada, eu sigo em pé

No fim do mês eu conto o que sobrou de fé


Carteira assinada, não veio de graça

Cada dia é briga pra pagar a praça

Carteira assinada, eu vou resistir

Eu carrego o mundo pra não desistir


[Bridge]

E quando o corpo pede pausa

Eu lembro de onde eu vim

Tem gente que chama de rotina

Eu chamo de sobreviver assim


Não é sorte, é disciplina

Não é milagre, é insistir

Se o peito tá pesado hoje

Amanhã eu volto pra seguir


[Final Chorus]

Carteira assinada, eu tô na função

Minha luta tem nome, tem rosto, tem chão

Carteira assinada, eu sigo em pé

No fim do mês eu conto o que sobrou de fé


Carteira assinada, não veio de graça

Cada dia é briga pra pagar a praça

Carteira assinada, eu vou resistir

Eu carrego o mundo pra não desistir

Vida CLT

 “Vida CLT”

(Intro)

Yeah…

Brasil, correria diária…

Despertador tocando cedo, sonho ficando pra trás…

(Verso 1)

Cinco da manhã, o relógio já chama,

Levanta cansado, mas mantém a chama,

Ônibus lotado, olhar perdido no vidro,

Mais um guerreiro tentando vencer o perigo.

Carteira assinada, mas o bolso vazio,

Salário cai e já some num fio,

Aluguel, mercado, conta pra pagar,

No fim do mês sempre falta pra respirar.

Chefe cobrando meta toda hora,

Enquanto a vida passa lá fora,

Sorriso no rosto pra esconder pressão,

CLT virou sinônimo de prisão.

(Pré-refrão)

Mas ele segue firme, não deixa cair,

Mesmo sem motivo ainda tenta sorrir,

Porque a família depende do seu suor,

E desistir agora seria pior.

(Refrão)

Vida de trabalhador nesse Brasil sofrido,

Corre o mês inteiro pra viver dividido,

Entre o sonho e a conta chegando na mão,

CLT na luta buscando evolução.

Vida de trabalhador sem tempo pra parar,

Dorme cansado e acorda pra lutar,

Na esperança de um dia melhorar,

E ter paz sem precisar se matar.

(Verso 2)

Vale-refeição mal dá pro almoço,

Transporte caro, peso no pescoço,

Fim de semana é só pra descansar,

Porque segunda cedo vai recomeçar.

INSS desconta, imposto também,

Trabalha igual louco e nunca tá bem,

Patrão fala “vista a camisa da empresa”,

Mas não conhece a dor que existe na mesa.

Mesmo assim o cara mantém dignidade,

Carrega no peito força e verdade,

É o povo simples movendo a nação,

Com fé, humildade e disposição.

(Ponte)

E quando a noite cai, ele pensa em vencer,

Dar vida melhor pra quem ama e quer ver crescer,

Porque o sonho ainda vive no olhar,

Mesmo cansado ele continua a caminhar.

(Refrão Final)

Vida de trabalhador nesse Brasil sofrido,

Corre o mês inteiro pra viver dividido,

Entre o sonho e a conta chegando na mão,

CLT na luta buscando evolução…

Yeah…

A voz das ruas…

A voz de quem nunca para…

Ponto e assinatura

 [Verse 1] Acordo cedo, olho o relógio O ônibus vem lotado, eu sigo o roteiro Crachá no peito, café ralo na caneca Chuva no vidro, bolso sem...